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Curcumina – um promissor anti-inflamatório na endometriose

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Joana André - Nutricionista (Membro da Ordem dos Nutricionistas - 1971N)

Curcumina – um promissor anti-inflamatório na endometriose

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A endometriose é uma das patologias ginecológicas mais comuns. Afeta cerca de 6 a 10% das mulheres em idade fértil e caracteriza-se pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. A dor pélvica é dos sintomas mais frequentes. Contudo, e dependendo da extensão da lesão e do grau de severidade da doença em cada mulher, pode ocorrer dismenorreia (dor forte durante a menstruação), irregularidades no fluxo menstrual, dor no ato sexual e dor ao urinar. É uma das causas de infertilidade mais comuns. Requer tratamento diferenciado e alteração no estilo de vida. Vários estudos têm sublinhado o papel da inflamação na endometriose. O stress oxidativo, um desequilíbrio entre as espécies reativas de oxigénio e os antioxidantes, parece interferir na iniciação e na progressão da doença. A forma como nos alimentamos, as nossas escolhas diárias, entre outros fatores, influenciam esse desequilíbrio.

A curcumina é um composto bioactivo amarelado extraído do rizoma Curcuma Longa L. Foi descoberta em 1815 e é muito utilizada em países Asiáticos. Conhecida pelas suas propriedades benéficas em diversas patologias, incluindo na doença oncológica, tem sido cada vez mais investigada ao longo dos últimos anos. Apesar de alguns estudos indicarem uma baixa biodisponibilidade desta substância (possivelmente devido à sua baixa absorção e elevada taxa de metabolização) foram reportadas aplicações clínicas e farmacológicas importantes. Destaca-se pelo seu potencial anti-inflamatório, antioxidante e anti-angiogénico.

No que diz respeito à endometriose parece reduzir a inflamação e o stress oxidativo característicos da doença, atuando diretamente em vários mecanismos e processos celulares associados ao desenvolvimento de lesões endometriais, nomeadamente na invasão, adesão, apoptose e angionénese. Estudos demonstram que reduz a expressão do NF-KB (factor nuclear kappa B), um marcador inflamatório, bem como de outros fatores intervenientes na progressão da doença (Interleucina-6, interleucina-8, TNF-α, COX-2 e TGF). Ensaios clínicos demonstram que a curcumina minimiza o número de células do estroma da endometriose e o processo de proliferação celular, dependendo da dose consumida.

Ainda que sejam necessários mais estudos acerca do uso da curcumina como estratégia terapêutica na endometriose é promissor o uso deste fitoquímico como estratégia coadjuvante preventiva e terapêutica.

Consulte o artigo em: Curcumin and Endometriosis (nih.gov)

Sabe como utilizar, no dia-a-dia?

Pode optar por curcuma fresca ou em pó. A primeira tem um sabor mais suave e pode durar semanas no frigorífico. Pode também ser congelada. A curcuma combina com os sabores das cozinhas Indiana e Marroquina. Fica muito bem em pratos de lentilhas, em patés (por exemplo, em hummus), em pratos de arroz integral, de legumes ou com tofu mexido. Estas são apenas algumas sugestões; é uma especiaria versátil. Pode também ser incorporada em batidos ou papas.

De forma a otimizar a sua biodisponibilidade adicione uma pitada de pimenta preta aquando do uso da curcuma. A capseína, composto presente na pimenta preta, potencia a absorção da curcumina. Assim, é desejável utilizar os dois compostos em simultâneo.

Espreite a nossa sugestão de  “leite dourado”– uma bebida com propriedades anti-inflamatórias à base de curcuma, gengibre, pimenta preta e canela.

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