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Alimentos fermentados e antienvelhecimento: qual a relação?

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Artigo | Joana André - Membro da Ordem dos Nutricionistas (nº1971N) Pós-Graduada em Nutrição e Oncologia

Alimentos fermentados e antienvelhecimento: qual a relação?

Como minimizar ou retardar o impacto e celeridade do envelhecimento? Associado a alterações fisiológicas decorrentes da idade, este processo torna o individuo mais suscetível à deterioração do seu estado de saúde e vitalidade, impactando o bom funcionamento de várias funções do organismo e dos sistemas cardiovascular, neurológico, imunitário, entre outros. Os fatores ambientais como a exposição a compostos químicos, poluição, toxinas e radiação, os hábitos tabágicos, o consumo de álcool ou de junk food aceleram o envelhecimento. No que diz respeito à alimentação, vários componentes presentes nos vegetais, nas frutas, ervas aromáticas e nas especiarias têm sido estudados pelo seu potencial ao nível do antienvelhecimento. Os alimentos fermentados parecem ser uma mais-valia na promoção da saúde do individuo pelo seus efeitos imuno-moduladores e pela elevada quantidade de compostos bioativos. Estes compostos atuam na defesa do organismo protegendo as células contra agentes estranhos. Contribuem para a atenuação dos efeitos resultantes da inflamação e do stress oxidativo e, consequentemente, da progressão do envelhecimento e de várias doenças associadas à idade. Têm uma ação antioxidante, anticancerígena e antimicrobiana.

Tempeh, kimchi, chucrute, vinagre de arroz, kefir, pão de fermentação natural, natto ou vinagre de ameixa umeboshi são alguns exemplos de produtos alimentares resultantes da fermentação. Este é um método utilizado desde os tempos antigos não só para a produção de alguns alimentos em particular, mas também para aumentar a sua conservação e durabilidade. Existem diferentes tipos de alimentos fermentados, feitos a partir de vegetais, frutas, cereais, feijões, entre outros. A fermentação aumenta a proporção de compostos nutritivos presentes no alimento. De acordo com um estudo de revisão publicado na Food Research International, em 2020, o seu consumo está associado a diversos benefícios para a saúde, entre eles, efeitos:
• anti hipertensores
• anti-inflamatórios
• antidiabéticos
• anticancerígenos

Isto deve-se sobretudo à presença de microrganismos nos alimentos fermentados, bem como aos metabólitos resultantes da sua atividade e consequente biotransformação induzida nos produtos alimentares. A fermentação aumenta a biodisponibilidade de sais minerais, otimiza a digestibilidade das proteínas e glícidos e melhora as características organoléticas do alimento. Por exemplo, o pão de fermentação natural, também conhecido como sourdough bread apresenta, por comparação ao pão feito a partir de fermentos químicos, melhor biodisponibilidade de minerais como o ferro, zinco e manganésio. Isto acontece devido à ação de estirpes de microrganismos (ex: lactobacillus plantarum) sob a massa, permitindo a degradação do ácido fítico durante o processo. Assim, o produto final apresenta uma qualidade nutricional e organolética superior.

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kimchi

O Kimchi, produto originário da Coreia, é uma couve fermentada. De acordo com vários estudos científicos, o seu consumo favorece a resposta imunitária, está associado à redução da atividade cancerígena e mutagénica e à prevenção do envelhecimento.

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tempeh

Produto de elevador valor proteico muito consumido na Indonésia. É feito a partir de feijões de soja descascados, cozidos e inoculados com Rhizopus spp. A fermentação hidrolisa as proteínas em péptidos e aminoácidos e os oligossacáridos em monossacáridos, permitindo assim que o alimento seja de mais fácil assimilação. Estudos em animais reportam benefícios do seu consumo na melhoria da função cognitiva e prevenção de demências como a doença de alzheimer.

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natto

Também o natto, tradicional da cozinha japonesa, deriva da fermentação dos feijões de soja. Este processo aumenta consideravelmente o valor nutricional da soja devido à produção de compostos fenólicos, poliaminas e péptidos antioxidantes.
Foram reportados benefícios na prevenção do enfarte, obesidade, cancro, osteoporose, doenças intestinais e melhoria da função cognitiva associados à sua ingestão.

 

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arroz vermelho fermentado

 

Alimento originário da China, feito a partir da fermentação de arroz e fermento (Monascus purpureus). É utilizado há vários séculos como medicamento natural para melhorar a digestão, a qualidade do sono e a circulação sanguínea.
Investigações científicas revelam um impacto positivo do seu uso na redução do colesterol total e colesterol LDL. O benefício da suplementação de “arroz vermelho” é atribuído sobretudo à “Monocolina K”, bem como a outros compostos da mesma família.

 

Consulte o artigo original em Traditional fermented foods with anti-aging effect: A concentric review – ScienceDirect

 

Um envelhecimento saudável é a chave para minimizar as doenças relacionadas com a idade e prolongar a vida.

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